Sabem donde vem o nome "bulldog"? Então é assim, no séc XV, começaram na Inglaterra a criar cães para fazerem "bull-baiting", que basicamente era largar cães a um touro com o propósito de o imobilisar. Isto foi proibido com o Cruelty to Animals Act de 1835.
Então aqui em Portugal e em 2013, esta aberração deve ser proibida, certo?
Errado.
Esta imagem veio do facebook do "cavaleiro" João Moura, Jr, tirada deste blog uma vez que já não se consegue aceder directamente às imagens (coragem para enfrentar touros, não para enfrentar os defensores destes)
E já agora, uma entrevistazinha ao senhor (podem ver a reportagem completa aqui):
Jornalista: Gostas de animais?
JMJr: Gosto de cavalos, touros.
Jornalista: Achas que gostas de toiros?
JMJr: Gosto, gosto de toiros.
Jornalista: Mas estás disposto a andar a espetá-los?
JMJr: Sim.
Jornalista: E a eventualmente a matá-los?
JMJr: Pois, a matá-los também.
Jornalista: E achas que isso é maneira de gostar?
JMJr: Não sei, mas é a profissão. Tem de ser assim.
Não, Joãzinho, não tem de ser assim.
(Antes que me venham com merdas de "ah tu comes bife e o carago", a vaca que de vez em quando como foi electrocutada de maneira menos cruel possível e serviu para me alimentar. Não andou com ferros lantejoulados espetados na carne para entretenimento dos demais.)
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11.6.13
22.8.12
a nobre tradição e cultura da tourada
Caro Sr. Joaquim Bastinhas,
Já que você fala em tradição portuguesa, em vou-lhe dar um conselho tradicional. Vá-se foder.
Cumprimentos,
Uma esquerdista de merda
PS: se quiser tradição, vá ver o rancho.
PPS: Esse fato de toureiro é tudo menos maricas.
13.6.12
Azaria foi mesmo levada por um dingo em 1980
Azaria foi mesmo levada por um dingo em 1980
"Uma médica legista australiana concluiu, passados mais de 30 anos, que foi afinal um dingo [um cão selvagem comum na Austrália] que levou a recém-nascida Azaria Chamberlain de uma tenda, em 1980, ilibando assim os pais da criança, que alegaram a sua inocência."
Um dia vamos descobrir que a Maddie McCann foi levada por um Castro Laboreiro vadio.
"Uma médica legista australiana concluiu, passados mais de 30 anos, que foi afinal um dingo [um cão selvagem comum na Austrália] que levou a recém-nascida Azaria Chamberlain de uma tenda, em 1980, ilibando assim os pais da criança, que alegaram a sua inocência."
Um dia vamos descobrir que a Maddie McCann foi levada por um Castro Laboreiro vadio.
31.3.12
quanto mais conheço os humanos...
... mais gosto de animais.
Há uns dias atrás, numa florista/loja de animais à beira de minha casa que parecia ter fechado, ouviu-se todo o dia um alarme. A minha mãe disse ao passar "Queira Deus que não sejam os animais lá dentro".
E hoje a capa do jornal da terrinha foi uma série de canários mortos (e uma iguana toda seca na página 3). Parece que tinham montes de divídas, fecharam a loja (com a bicharada toda lá dentro) e puseram-se a monte para o estrangeiro.Foi uma vizinha minha ter ouvido piar lá dentro que chamou uma associação de animais que chamou a polícia. Parece que alguns animais ainda sobreviveram a quase uma semana sem água ou comida e estão em recuperação.
Há uns dias atrás, numa florista/loja de animais à beira de minha casa que parecia ter fechado, ouviu-se todo o dia um alarme. A minha mãe disse ao passar "Queira Deus que não sejam os animais lá dentro".
E hoje a capa do jornal da terrinha foi uma série de canários mortos (e uma iguana toda seca na página 3). Parece que tinham montes de divídas, fecharam a loja (com a bicharada toda lá dentro) e puseram-se a monte para o estrangeiro.Foi uma vizinha minha ter ouvido piar lá dentro que chamou uma associação de animais que chamou a polícia. Parece que alguns animais ainda sobreviveram a quase uma semana sem água ou comida e estão em recuperação.
11.3.12
8.4.11
marisco
O meu pai trouxe para casa uma sapateira - viva. Está em cima do balcão da cozinha a espernear indefesa, não sabendo o que a espera. Lembro-me de quando era pequena de os meus pais me comprarem uma sapateira, que pus numa bacia com água e sal grosso (água do mar, coisa de criança). E depois eles comeram-na antes de eu chegar da escola.
Estou muito perto de me tornar vegetariana.
Estou muito perto de me tornar vegetariana.
As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas
- Sophia de Mello Breyner Andresen
20.3.11
stranger than fiction
Um irlandês anda a ligar ao meu pai a oferecer-lhe uns milhares de dólares se ele lhe arranjar uma cabeça de hipopótamo.
...
...
10.1.11
"what's in a name? that which we call a rose by any other name..."
Não temos grande jeito cá em casa para dar nomes a animais (há quem diga que não temos nem para pessoas, mas isso é outra história). A minha cadela do coração, que apareceu faminta na nossa horta quando eu tinha sete anos, chamava-se Blackie, adivinhem lá porquê. Já décadas antes, o meu pai tinha um Setter Irlandês, lindo, sedoso, ruivo... chamado Rusty (ferrugento). A Blackie morreu, entre muitas lágrimas de todos, ia fazer eu dezoito anos, mas nasceu da nossa podenga de caça Dot (aleluia! Esta chama-se assim por causa das reticências) uma ninhada de futuros caçadores, entre os quais, para muito espanto nosso, uma cadela preta - a Schwarz - e agora ide todos buscar um dicionário alemão-português, vá.
Ano passado, uma gata de todas as cores (as chamadas gatas-tartaruga), depositou debaixo das escadas dos meus avós, qual instituição de acolhimento, três gatinhos, um amarelinho, uma coisa meia siamesa de olhos como lapis-lazuli, e uma cinzenta malhada e muito tímida. Ficamos com os três. O amarelinho chama-se Amarelinho. A coisa siamesa, pensavamos que era macho e chamamos-lhe Frank, por causa dos olhos, mas depressa se revelou uma gatinha (sotaque brasileiro) e chama-se Branquinha. A outra nunca cresceu muito, com um ano nunca teve o cio. É a Pequenina.
Graças a Deus que isto é só com cães e gatos - ou podiam ter olhado para mim à nascença e chamado Purple.
Ano passado, uma gata de todas as cores (as chamadas gatas-tartaruga), depositou debaixo das escadas dos meus avós, qual instituição de acolhimento, três gatinhos, um amarelinho, uma coisa meia siamesa de olhos como lapis-lazuli, e uma cinzenta malhada e muito tímida. Ficamos com os três. O amarelinho chama-se Amarelinho. A coisa siamesa, pensavamos que era macho e chamamos-lhe Frank, por causa dos olhos, mas depressa se revelou uma gatinha (sotaque brasileiro) e chama-se Branquinha. A outra nunca cresceu muito, com um ano nunca teve o cio. É a Pequenina.
Graças a Deus que isto é só com cães e gatos - ou podiam ter olhado para mim à nascença e chamado Purple.
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