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4.12.13

Eu saia travada me confesso, estou viciada em comentários da página do facebook do Público.
Gosto porque não são anónimos, estão ligados a um nome e a uma cara e dá para clicar neles e saber tudo. Por exemplo, quando pessoas comentam num artigo sobre os sem-abrigo que "Vão mas é trabalhar, os meus impostos bla bla bla whiskas saquetas, clicas, são de Cascais, trabalham at "Jovem Empreendedor", vês mais um bocadito da timeline e fazem um RIP à Margaret Thatcher, essa grande mulher miguinha do Pinochet e apologista do apartheid e um "força Miguel Relvas"!
A sério, pessoal, sejam mais criativos. Tanto cliché que isto parece uma série da FOX Life.




18.8.13

Morte de estudante grego desperta debate na Grécia 

 Um estudante de 19 anos que morreu depois de uma discussão com um inspector dos transportes públicos está a tornar-se um símbolo na Grécia. Thanassis Kanaoutis morreu com uma lesão fatal na cabeça depois de se ter atirado, ou de ter caído, ou de ter sido empurrado, para fora do autocarro, quando este circulava num bairro de classe média de Atenas, na terça-feira passada. Certo é que na altura, o estudante discutia com o inspector dos bilhetes, por não ter pago os 1,20 euros que custava a passagem. A empresa diz que o próprio Kanaoutis accionou o travão de emergência para sair, a família diz que ele poderá ter sido empurrado. O caso tocou um ponto sensível na Grécia, onde o Governo está a recorrer a métodos cada vez mais duros para recolher receitas e sob pressão internacional para pôr em ordem as suas finanças. Cerca de 300 pessoas assistiram ao funeral e, depois da cerimónia, dezenas de jovens atiraram pedras contra polícia anti-motim perto do local onde Kanaoutis morreu. Um autocarro foi atacado, as janelas estilhaçadas e alguém escreveu “assassinos” no pára-brisas. “Este é o último miúdo que morre – a partir de agora vai ser o sangue deles a correr”, gritou um jovem depois do funeral. A morte de um jovem de 15 anos pela polícia em 2008 despertou motins violentos que duraram semanas na Grécia.
 [...]
 O meu medo nem é que a violência fatal por parte de autoridades esteja a chegar à Europa. Vai chegar a este cantinho. Não, o meu medo é que ao contrário de na Grécia e no Brasil (o caso do pedreiro Amarildo, que "deu sumiço" depois de ser levado para uma esquadra) aqui não vai cair o Carmo e a Trindade, não vamos todos para a rua, vamos ficar quétinhos porque somos um "país de brandos costumes". Povo latino, o catano. Deve haver nórdicos com mais garra que nós.

1.8.13

a saia travada e o trabalho precário

Querido diário:

Hoje fui à "formação" para aquele emprego em part-time. Estive das 10 às 15h a andar atrás de uma moça que está lá há um mês, e em todo este tempo fizemos duas actualizacões de serviço (como diz o chefão, "não são vendas"). Quando depois andei com o outro "formador", que coitado, atrapalha-se e eu tive de me meter no meio e salvar a situação, ele deixou-me tratar dessa conta (o chefão depois disse que a comissão não era minha porque ainda estava em formação. ) O chefão e os restantes escravos colegas dizem que se faz em média 50€ por dia, uma vez que cada conta são 5 e fazem por norma 10. O problema, querido diário, é que estes contratos são quase todos feitos depois das 6, que é quando as pessoas estão em casa. Então, porque é que estamos desde as 10 na rua? Porque é que não almoçamos à uma como toda a gente? Porque é que comemos uma "sandocha" (se trouxermos de casa, obrigada chefão por me avisar) às 4 da tarde?
Parece que a rapariga que estava lá há um mês só pára de bater às portas quando as pessoas começam a perguntar que raio de horas são aquelas (lá para as 22h). Ora isto são, vamos a ver, 12h. Metade de uma rotação completa da terra sobre si mesma, vulgo dia. O outro rapaz disse-me muito entusiasmado, que, fazendo 1000€ ao final do mês (5€ x 10 x 20), já dava para o seu apartamentozinho próprio. Esqueci-me foi de lhe perguntar quando é que vai estar a disfrutar da sua casa, dado que está das 9 às 21h a calcorrear as ruelas do Grande Porto.
Quando cheguei a casa, fui ao Pingo Doce e praticamente inalei a minha mista, queijada e café. Até o papel quase que ia. A outra rapariga disse-me com toda a naturalidade que não tomou o pequeno almoço e que normalmente só almoçava às 16h. Não sei como não desmaiou.
Não sei se volto, diário. Não tenho filhos nem casa para pagar; só queria um pé de meia (um dedo, vá), compreendo que quem tenha aceite este tipo de trabalho em desespero. Note-se que nenhum dos meus escravos colegas estava nesta situação. Não sei se volto, porque ao aceitar, estou a aceitar um trabalho injusto; se eu não aceitar, outros aceitam este trabalho de bom grado, e isto continua a ser aceitável e talvez, não sei, legal.
Bem, está visto, tenho de parar de viver acima das minhas possibilidades. Tenho que vender pipocas e empreender e o caraças.

(Dica d'A Saia Travada: quando precisarem de retail therapy depois de um árduo dia de trabalho, ide aos chineses em vez do shopping, a carteira agradece)


18.6.13

era uma vez...

... um país. Este país tinha um bocado de complexo de inferioridade por ter feito uns descobrimentos em 1500 e troca o passo e desde então nunca fazer muito. Era pequeno de território; era pequeno de pessoas; e sobretudo, era pequeno de mentalidades. Por ser pequeno gostava muito de bater recordes: maior feijoada; maior pão de ló; maior ditadura de direita de sempre ditadura de direita mais longa do séc XX.
Uns países maiores (mas se calhar não tão maiores em mentalidade) deram-lhe dinheiro. E o país pagou aos pescadores para não pescarem, aos agricultores para não cultivarem. Pagou a maior rede de auto-estradas da Europa. Os hospitais ainda eram velhos, havia escolas primárias em que todas as turmas estavam na mesma sala e não havia cantina, a taxa de natalidade caía a pique porque as pessoas não tinham como sustentar crianças.
Mas este país era bom a uma coisa. Futebol! Gostava muito disto. Muitas vezes, o futebol abria o telejornal. E então tiveram uma ideia. Fazer um Campeonato Europeu cá. Para isso, fizeram sete novos estádios e renovaram três. O Campeonato foi um sucesso, supostamente, mas toda a gente se queixava que o governo gastou demasiado nos estádios. Enquanto os clubes faliam ou desciam de divisão e os estádios ficavam às moscas.
Não fizeram nada. Só falaram nos cafés. Enquanto o país afundava.
Muitos anos depois, um dos países que saiu dos descobrimentos de 1500 e troca o passo caiu na mesma esparrela dos estádios, enquanto escolas, hospitais e tudo o que faz uma sociedade o que ela é continuavam na miséria. O país, não sendo "dos brandos costumes", revoltou-se. Fez finca-pé. E o outro apoia o país irmão, está solidário com os protesto
Mas não fez nada acerca do que se passava lá.

10.6.13

não me sinto muito patriótica hoje

Uma ideia bonita era o Aníbal condecorar simbolicamente um(a) operário/(a), trolha, agricultor(a), empregado(a) doméstico(a), pai/mãe de família, pessoas que fazem Portugal, não só patrões e Fernandos "Corremos com eles à pedrada!" Ruas.

18.5.13

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

A minha posição em relação à greve dos professores é neutral. Se há professores a mais e crianças a menos, quem incentivou e aprovou o aborto livre e gratuito (pago pelo Estado) que os aguente. Que morram do veneno que eles próprios venderam ao país.

-espectivas.wordpress.com

... havia de haver uma forma de eu visitar blogs deste calibre mas não contribuir para as estatísticas de visitas. Meu estúpido, não sabes que sem o aborto "livre e gratuito" faziam-se milhares ali na clinica da Ti Alice? Ou as que têm dinheiro (porque as pobres fodem-se sempre) iam a Badajoz com anestesia, sem agulhas nem chás manhosos.


Sobre a greve dos professores: pá, podiam fazer isso noutro dia, não?

16.5.13

azul e branco

Olá. Algum monarca (filiado ou não do PPM) que lê este blogue quer-me explicar o seu ponto de vista e razão pela sua opção política?

18.1.13

.


Porque é que as plataformas "pró-família" não veêm isto?
As crianças são acarinhadas. Têm uma família, têm irmãos, não são abusadas. Mas nunca vão voltar para casa dos pais. Vão ser adoptadas (duvido muito, não sendo 1. bebés 2. brancos.) Vamos então tirar-lhes as crianças por serem demasiadas, ao mesmo tempo que "aqui-d'El-Rei que não há canalha suficiente em Portugal e está tudo velho".
Liliana tinha que"arranjar emprego, zelar pela higiene e vestuário das crianças, assegurar a pontualidade e a assiduidade deles na escola, ter em dia os planos de vacinação e fazer uma laqueação das trompas" Que tribunal pode decidir laqueações de trompas? "[tinham] de deixar em África os nossos hábitos e tradições e que aqui tínhamos de nos adaptar" É, aqui em Portugal a tradição é a do filho único. Ai, desculpa, isso é a China. Gostava de mandar o juíz fazer uma vasectomia. Ou lhe dar um bom pontapé nos tomates à moda antiga.
E já é a segunda vez hoje que fiz o erro de ler os comentários. Como é óbvio, comentários racistas, chamar gorda à senhora e "esses comunas" abundam. Sou tão masoquista.


(Eu sei que tinham saudades dos meus posts rabujentos aqui n'a saia travada.)

19.10.12

a vida está má para quem é comediante

... a bandeira ao contrário
... a UE ganha o Prémio Nobel da Paz
... José Castelo-Branco quer se candidatar à Câmara de Sintra

as piadas fazem-se sozinhas

22.9.12

Vivo num país em que uma mãe de 3 filhos menores, um dos quais portador de deficiência, não recebe nada, zilch, rien de rien, zero, repito, nada, do Estado.


22.8.12

a nobre tradição e cultura da tourada

 
 
Caro Sr. Joaquim Bastinhas,
Já que você fala em tradição portuguesa, em vou-lhe dar um conselho tradicional. Vá-se foder.
Cumprimentos,
Uma esquerdista de merda
PS: se quiser tradição, vá ver o rancho.
PPS: Esse fato de toureiro é tudo menos maricas.

16.6.12

sobre a ed.física e as pessoas que fizeram demasiados remates de cabeça

Educação Física não vai contar para a média final do secundário (publico.pt)

E agora uma bonita tertúlia facebookiana, com desporto, fatism e muita burrice à mistura. E já agora, se têm algum familiar/amigo ou até vocês próprios com cancro, saibam que muito provavelmente foi de ficar no sofá. E se são obesos, vocês não sabiam o que estavam a fazer, coitadinhos, mas o vosso amigo azulinho ajuda-vos, que ele é tão bom moço.



30.4.12

os tontos chamam-lhe torpe

Pai: O Pinto da Costa tem um problema de dicção qualquer, não tem?
a saia travada: Chama-se ser do Norte.

25.4.12

Feliz Dia da Liberdade!

O meu Tio Alves tinha este poster no seu escritório. Também quero.

3.1.12

legalizasses!

Já há uns bons 5-6 anos que tive esta discussão com colegas de escola e professores até, batam na Chris que o país dela manda para trás os imigrantes ilegais portugueses, ai que o Canadá e por conseguinte eu não gostamos de Portugal. Cá vai, once more with feeling:
Não tenho peninha nenhuma da família Sebastião que coitadinha, imigrou para o Canadá e achava que aquilo era tipo o Éden mas um bocadito mais frio e com alces. Então, estavam lá há sete anos, nasciam bebés e tal mas nunca se lembraram de se legalizar, num dia era porque dava hockey, no outro era porque estava um metro de neve, e no outro porque estava um calor húmido infernal (isto totalizam todos os dias do ano no Canadá.) Depois tentam o estatuto de refugiados, que obviamente é recusado (isso funcionava nos anos 50, "ai que eu sou Testemunha de Jeová e lá na Salazarlândia perseguem-me").
O Governo deixava que uma das filhas, casada com um turco (devidamente legalizado) e a sua filha pequena permanecessem no país, mas nãaaao, a famelga toda tem que ir toda junta (Pátria! Família! Só falta Deus) para Rabo de Peixe, uma das povoações mais pobres do país onde pelo menos o tempo é mais ameno e a menina nunca será confrontada com a Céline Dion.
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8.9.11

mau jornalismo

Estado vai deixar de comparticipar pílulas e três vacinas vendidas nas farmácias (publico.pt)

Utentes condenam corte na comparticipação de pílulas e vacinas (expresso.pt)

"Distribuição continuará a ser gratuita nos centros de saúde." Ou seja, quem precisar da pílula saberá onde a ir buscar - e a rapariga de 15 anos que tem vergonha que saibam que toma a pílula até nem vai à farmácia da aldeia, pois não? Deixem-se de alarmismos, não leiam só as letras gordas.

Estou mais preocupada com os broncodilatores para doesntes asmáticos ou com DPOC, que as bombas já eram tão caras... E sendo que estas doenças têm tendência para as crianças (no primeiro caso) e os idosos (no segundo), estou a ver a coisa a ficar negra.