Incrivel como uma merdica de nada pode estragar um dia que estava ser tão bom, em que se calhar arranjaste um projecto de investigação numa area que adoras; querias ir comprar um vestido com cornucópias mas a loja estava fechada, portanto foste à loja ao lado e compraste três discos por 15€, e conversaste com o senhor da loja que parecia uma mistura de Buster Bluth e Zeca Afonso e sabia o que era Hole e tinha mandado vir o novo disco dos Tom Tom Club - e depois por acaso uma gaja diz que tens nariz de batata (e tu sabes que o tens, saíste ao avô, o papá disse-te que se quisesses arranjava-lo), dentes tortos (dez anos de aparelho para quê? Vais já para casa ligar ao teu primo Zé Carlos que por acaso é o teu dentista) e que tens um olho mais pequeno que o outro (oh, se fosse só esse o problema.)
A minha auto-estima, tal como o resto da minha vida, é uma função harmónica.
Estou a ler um Guia do Download Blitz já de Abril de 2008. Duas coisas que reparei foi que a) tenho todas as musicas da playlist "Destruir o quarto" no meu leitor de música, sou bué rebelde e rockstar; e b) o Nilton já previa que a Amy Winehouse ia morrer aos 27.
... esta era a minha música de "cortar os pulsos". Descobri-a quando estava à procura no disco externo da música pela "Edge of Seventeen" da Stevie Nicks.
Aquele Que Não Gosta de Saias Travadas says (22:47)
a minha mãe perguntou-me se conhecia a Amy Winehouse
a saia travada says (22:47)
andaste na escola com ela
ela estava à tua frente e não conseguias ver para o quadro
Não sou fã dos Xutos. O nome irrita-me (ch, chutos é com ch, tudo é melhor com ch), nem sequer os vejo na noite Super Bock da Queima.
Mas hoje apercebi-me que a letra da "Circo de Feras" consegue descrever a minha vida ao pormenor. Ok, menos a parte do esperar ao fundo da rua.
Parabéns, pai.
É tão estranho que o meu pai seja exactamente da idade daqueles gajos a cantar "My Generation". Qual é o momento na vida nos progenitores em que deixam de ser pessoas cheias de vida, que fazem disparates, coisas sem sentido, ouvem música alta, da geração rasca ... e passam a ser ... pais, simplesmente?
Aqui está, a geração do meu pai, em toda a força em Woodstock:
Nunca gostei muito do Natal. O Natal é a família, e a minha está do outro lado do atlântico, no meio da neve, bem mais natalícia do que a chuva e os 15ºC portugueses. Além de que não gosto de bacalhau. Nem do Natal dos Hospitais (tadinhos dos miudos, estão doentes e ainda têm que aturar o João Baião), nem das campanhas para os pobrezinhos, que só são pobrezinhos no Natal. E depois nunca me dão presentes de jeito (AI DE QUEM ME DER OUTRO PIJAMA POLAR), ou nem dão presentes. Sim, sou materialista como todos vocês.
Mas gosto das músicas de Natal. Aqui vão algumas.
(pessoal que está a ler por feeds RSS/Atom - têm que ir à página do blog para verem as musiquinhas, tá?)
Não tive baile de finalistas, e consequentemente, não houve a parte em que baixam as luzes e há o slow. Mesmo que houvesse, eu não teria par, era uma pária da sociedade nessa altura. Sentar-me-ia numa das mesas mais afastadas a fazer barquinhos com as ementas e a desejar que o chão do polivalente se abrisse ao meio como naquele filme de Natal, It's A Wonderful Life, enquanto esta música tocava.
Ora vejam lá se não é mesmo música de slow.
(nota: para quem está a ler isto no Google Reader ou semelhante, tem que ir à entrada no blog mesmo para ouvir as músicas, tá?)
E isto é o que eu tenho ouvido enquanto estudo e a chuva bate na janela, ou então quando tento dormir e a chuva bate no telhado de zinco. (Telhas são pouco poéticas, a meu ver). Mesmo que não tenha razão para estar melancólica, estou, então, é o outono, é tipo a época especial para sermos emos, tal como a época de caça. É a época de caça à felicidade, e ela que parece tão inatingivel e ali tão perto ao mesmo tempo.