25.12.11

Ouvi há uns dias que este utensílio de cozinha de borracha também é vulgarmente apelidado de "salazar". Porquê? Porque rapa tudo. Então e o Passos Coelho e a Merkel e o Sarkozy?

23.12.11

“And what happened, then? Well, in Whoville they say - that the Grinch’s small heart grew three sizes that day.”


E depois de 21 anos a ser uma Grinchzinha sempre a tentar roubar o Natal, eis que começo a gostar um bocadinho desta época e a sentir o seu espírito. 
Mas só um bocadinho. 
O Natal dos Hospitais, a Popota e o bacalhau podem ir mas é para um sítio que eu cá sei. (Pista: não é a Lapónia.)

o lado lunar

Se analisarem bem o conteúdo de cada post e dipuserem num gráfico mensal, consegue-se perceber o meu ciclo menstrual através do blog.

tudo o que não aprendi da disney, aprendi com a turma da mônica

19.12.11

r.i.p.


Eu e o Querido Líder tínhamos muitas coisas em comum. Ambos tinhamos um apreço especial por saltos altos e filmes de terror asiáticos, além de que ambos somos um bocadinho de nada mandões.

16.12.11

a disney ensinou-me tudo o que sei da vida.

A moral da história d'A Bela e o Monstro é que se o gajo for rico não importa que seja muito feio. Põe-se um saco na cabeça e tal.

...

Não é?

15.12.11

considerações sobre o estado da literatura

  • O meu novo divertimento é procurar pelos livros do João Piedade. Para quem não sabe, é um adolescente com pais ricos que escreve tão mal, mas tão mal que se fosse eu professora dele reprovava-o na 4ª classe. É editado pela Gailivro, que parece não ter dinheiro para pagar a um revisor de manuscritos (ou não fosse esta uma vanity press). Infelizmente, não tenho conseguido encontrar o primeiro livro dele, O Filho de Odin em que no meio de outras pérolas (e acreditem que é uma por parágrafo) há um hipógrifo que voa depressa porque comeu feijoada ao almoço [sic]. Só tenho pegado no 2º/3º livro (sim, é um dois em um) chamado Pacific Blood/Metal King. Li para aí metade do Pacific Blood numa Bertrand, e só parei quando fizeram uma piada de canadianos (há coisas que nem do Piedade aceito). Este "livro" fica na memória pela brilhante frase pré-coital "LESS TALKING, MORE BREEDING!!!!" (sim, com estes ! todos). Não li o Metal King, mas pela capa parece uma cena tipo Transformers. Medo, muito medo.
  • Vou começar a levar x-actos para livrarias para cortar o raio dos sacos de renda com brilhantes em que vêm os livros lamechas da Lesley Pearce. E agora tambem é livros que vêm em latinhas, em caixas.
  • Aquela blogger com nome do meu gato lançou agora também uma agenda rosinha e com os seus pareceres sobre a sua vida um bocado secante pelo meio. Um livro do blog, se calhar até entendo, afinal a mim depois só me faltava plantar a árvore e fazer um filho, mas depois um CD que parecia uma playlist chapada da Rádio Comercial, e agora uma agenda... Aceitam-se apostas para o próximo must-have made in Pipoca. Trem de cozinha em brilhantes cor-de-rosa e branco? Barbie da Pipoca? (e btw, detesto pipocas doces. Sal ftw!)

14.12.11

tá na moda dar workshops

Então eu vou dar um workshop daquilo que melhor sei fazer, que é

 COMO ATRAIR O HOMEM DOS SEUS PESADELOS
(de preferência com cabelos brancos a sair das orelhas)

Local: qualquer transporte público ou rua de preferência no Grande Porto
Preço: 200€ e umas garrafas de vinho

elo mais fraco

-De que trata um médico especializado em hematologia?
-Hematomas.

(falando nisso, era só quem desse uma carga de hematomas ao Pedro Granger)

6.12.11

a minha cama é mais gira que a tua

fairy lights, originally uploaded by Christina Branco.


A minha mãe este Natal tem um lema, que é "onde há uma tomada, há luzes". Acho que vou manter estas mesmo depois do Dia de Reis. 
E sim, temos luzinhas no quarto de banho.

2.12.11

prioridades

Fico contente por saber que os pescadores das Caxinas terem sobrevivido, minutos depois de pegar num jornal e ler sobre as famílias destroçadas. Fiquei também com um sorriso na cara depois de um pescador no autocarro a vir de Leiria dizer que o mais difícil para ele foi a "fome, o frio, não ter um cigarro para fumar nem vinho para beber"

29.11.11

aventuras portuenses do dia

#1: Smart fortwo avariado na Avenida da Boavista. Pai desce janela enquanto passa pela condutora e grita "Então, ficou sem pilhas?"

#2: Mulher ajuda dois cegos de bengala branca a atravessar a rua e entrarem numa loja de ferragens. No momento em que os deixa, começa a praguejar enquanto mete os phones nos ouvidos. Era só quem lhe desse com a bengala nos olhos.

23.11.11

a saia travada: words of wisdom

Se toda a gente gosta de ti, és capaz de ter algum problema a nível de personalidade.



(O contrário também parece ser verdade)

20.11.11

opinião pouco partilhada, ou, a Moviflor glorificada

Não percebo o amor desta gente pelo IKEA. Preciso de um Valium se precisar de ir lá (só se for porque tem candeeiros mais baratos que os chineses), aquelas enchentes, aqueles corredores apertados, a sensação que estou a entrar nos quartos/cozinhas/salas das pessoas, as setas a indicarem-me para ondeir qual carneirinho no matadouro, a fila gigante no fim para pagar o estúpido candeeiro.

As casas já estão todas a parecer iguais por fora, amarelas de portões verdes dans le vrai style des nouveaux-riches, no futuro uma pessoa entra na casa errada e nem nota porque a mobília é toda igual à sua e clean e fresh e outros adjectivos que só ficam bem aplicados a pensos higiénicos e não a pedaços de contraplacado sueco.

Como diz o Dr. Phil1, no matter how flat you make the pancake there's always two sides to it, e os catálogos do IKEA são o meu momento de escape em que me consigo imaginar lá dentro num quarto arrumadíssimo a ler com um Labrador Retriever ao meu lado e crianças a jogar à bola dentro de casa, o que deve ser a ideia sueca de vida doméstica idílica. Além de que me venderam as estantes BILLY depois de as prateleiras da minha estante antiga dobrarem sobre o peso dos livros. E BILLY é o único nome de produto pronúnciavel.


1 Eu vejo o Dr Phil porque é sempre giro ver famílias mais disfuncionais que as nossas

18.11.11

Caros adolescentes à minha frente no comboio:

Parem de meter a lingua pelo esófago do outro abaixo. Estou a trinta segundos de vos perguntar se precisam de um preservativo.

(já devem ter reparado por esta altura que o tag mais usado neste blog é o "cenas que me irritam". De facto, era o nome de um blog que tive há muitos anos e que ninguém lia. Já está morto e enterrado, mas a sua alma nunca será esquecida aqui n'a saia travada)

16.11.11

exclusividade

Minhas senhoras, parem de pintar o cabelo de ruivo. Sim, tu. E tu também. O cabelo é só meu, suas copionas.


(Vou ser como a mocinha do Scott Pilgrim e mudar de cor todas as semanas)

acéfalos do c*ralho

Uma pessoa pensaria que adultos num curso de ciência/saúde seriam um bocadinho mais maduros, mas aparentemente mencionar infecções urinárias numa aula de microbiologia é hilariante para alguns.
Espero que tenham uma das grandes enquanto tentam passar um cálculo renal.

9.11.11

sabes que és geek quando...

um sistema operativo te leva quase a lágrimas de frustração.
Ubuntu, porque é que não queres funcionar com o msn? É por agora teres medo dos hackers virem outra vez e mandarem mails sobre Viagra para toda a gente na minha lista de contactos? O Windows é tão chato, demora tanto a arrancar... E ainda por cima pensa que é minha mãe e manda-me fazer coisas e pede-me tudo e updates disto e daquilo. Tu não, aceitas que eu sou tua dona e faço de ti o que quiser, desde que digite quatro letrinhas mágicas.

tenho tantas saudades tuas

este portátil não tem o mesmo calor sem ti

eu aprendo C, eu prometo

8.11.11

meeeeeh


Pá, as ovelhas não são todas iguais? Como é que se sabe que a Dolly era mesmo um clone?

7.11.11

canções e premonições

Estou a ler um Guia do Download Blitz já de Abril de 2008. Duas coisas que reparei foi que a) tenho todas as musicas da playlist "Destruir o quarto" no meu leitor de música, sou bué rebelde e rockstar; e b) o Nilton já previa que a Amy Winehouse ia morrer aos 27.

5.11.11

duas coisas que me deixam muito triste

1. Já não consigo fazer palavras cruzadas, já estão com o Acordo Ortográfico; e

2. O reclame da Calzedonia

2.11.11

talk nerdy to me


Aquele Que Não Gosta De Saias Travadas está a ler, com a sua recém adquirida liberdade (pelo menos até Janeiro), livros que lhe emprestei ainda no Maio-dos-braços-partidos, como o À Espera No Centeio e A Campânula de Vidro, e nem ele nem ninguém consegue entender o prazer que me dá vê-lo a ler os meus livros preferidos - os meus livros, que para eu emprestar livros a pessoa tem que ser especial. É quase como uma amiga minha disse hoje,  "Vou-lhe emprestar o Cem Anos de Solidão, e se ele ler e gostar, é o amor da minha vida e vou-me casar com ele." É quase.



(Ah, por falar nele. A minha mãe deu-me hoje umas saias travadíssimas de quando ela era mais nova (não são velhas, são vintage), uma de cabedal preto e outra de camurça lilás, agora que me servem graças ao considerável aumento de volume do meu derrière. Toma, toma, toma, P.A.)

1.11.11

É uma pena que já não se consiga no Google Reader "gostar" do que as pessoas que seguimos escreveram.

novembro, triste novembro

Sempre detestei Novembro.

(E ainda por cima este ano em que a salamandra "avariou")




(Obrigada, leitores! Com vocês, consegui ultrapassar a barreira psicológica dos 50 leitores! Eu até fazia um sorteio/concurso em honra disto, mas o que é que eu dou como prémio? É o que dá ser um blog da actualidade/vida e não sobre vernizes.)

24.10.11

estamos ricos



Every time it rains it rains
Pennies from heaven.
Don't you know each cloud contains
Pennies from heaven.
You'll find your fortune falling
All over town.
Be sure that your umbrella is upside down.
Trade them for a package of sunshine and flowers.
If you want the things you love
You must have showers.
So when you hear it thunder
Don't run under a tree.
There'll be pennies from heaven for you and me

20.10.11

hello, world

Estado da minha aprendizagem de C:
Não percebo um c*ralho disto, vou para stripper.

o desafio da fotografia, ou como a christina aguentou 12 dias sem ser calaceira

Um anónimo perguntou no último post o que aconteceu ao desafio de 30 dias de fotografia.
Bem, o que aconteceu foi o seguinte: o desafio do dia 12 foi o pôr-do-sol. E nesse dia, quando saí de um edíficio fechado, já era noite escura. Pensei que deixaria para o outro dia. E no dia seguinte acontece o mesmo, e ainda pior, porque cheguei a casa tarde e a más horas e não deu para fazer o desafio desse dia. No dia seguinte, lá fui eu para Cascais e decidi não levar a minha SLR para lá - além de que estive tão ocupada com o cocktail de caridade do South Africans in Portugal para o Nelson Mandela Children's Fund UK (angariamos quase 1000€, boa!) que não iria dar para tirar nada - porque as fotos que tiro são planeadas ao milímetro, muitas vezes preciso do tripé e do Photoshop e mais não sei o quê. Por isso deixei em pausa... até o correspondente dia em Novembro, acho que faz mais sentido os dias coincidirem.
Saibam que fico feliz por alguém ter gostado e sentido "a falta" deles!

(E agora cá vou eu entrar de cabeça a tentar aprender C sozinha. Wish me luck!)

19.10.11

Treponema pallidum

Porque é quando a prof de Microbiologia perguntou "sabem o que é a Sífilis, não sabem?" toda a gente se virou para mim?
Não tenho culpa de ter interesses mórbidos.

17.10.11

cabeça de aluguer

Ouvem-se histórias de quem paga 5000€ a outrém para fazerem teses de mestrado ou doutoramento. Eu cá, vendo o trabalho e tempo que dá a fazer a gestação duma coisa dessas, acho que devia ser 50.000€, como as barrigas de aluguer.




(Post dedicado Àquele Que Não Gosta De Saias Travadas, que deu à luz uma tese de física teórica hoje pelas 3.30 da manhã. Pai e filho estão de boa saúde)

16.10.11

fenómenos

Vim ao lado de um gajo no intercidades que foi todo o caminho a colar recibos num Moleskine. Não me espantou que saísse no Entroncamento.

11.10.11

day 11 - something blue

day 11 - something blue, originally uploaded by Christina Branco.
Uma flor de casa dos meus avós, metida dentro dum matraz a apanhar sol na beira da janela.

White Peach Photo

10.10.11

day 10 - a childhood memory

Eu, a minha chupeta que foi difícil de largar (a minha mãe não ma conseguiu tirar até aos 4/5 anos) e a ursinha Úrsula, que dorme comigo desde que cheguei a Portugal.

White Peach Photo

6.10.11

day 6 - from a low angle



White Peach Photo

caluda!


Uma espécie de PostSecret tuga, em que me divirto mais com os comentários do que com os segredos
(chamar assassina a uma rapariga de 15 anos que fez um aborto, dizer a uma pessoa que fuma que vai ter cancro e morrer, entre outras coisas giras)

3.10.11

day 3 - clouds

day 3 - clouds, originally uploaded by Christina Branco.


White Peach Photo

precisamos de umas pulseiras daquelas de borracha

Esta semana é a semana da consciencialização para as doenças mentais. Como não é para nos vestirmos de azul para o autismo ou dizer a cor do soutien para o cancro da mama, não há assim muitos estados sobre o apoio às pessoas com perturbações mentais no Facebook e afins.
Pois é, não está na moda.

2.10.11

day 2: what you wore today

É Domingo, não saí de casa e fiquei de camisa de noite (da minha mãe, agora minha) e casaco-de-andar-por-casa gigante (da minha avó, agora meu). Note-se os óculos sempre a cair nariz abaixo.

White Peach Photo

sexo e a aldeia

Quem já lê isto há algum tempo sabe que gosto de ir ver as estatísticas disto e ficar embasbacada com alguns dos termos de pesquisa que vão dar a este blog. Desta vez calhou de ser "blogs tipo sexo e a cidade".
Além de adorar esta gente que pensa que o Google é mesmo um senhor para nos recomendar coisas tipo, fico sem saber se hei-de ficar feliz (do pouco que vi, a personagem principal é uma cronista no New York Times, um trabalhito que não me importava de ter) ou dar a minha colecção considerável de sapatos aos pobres.

1.10.11

olha que coisa mai querida


Aqui a saia travada desenhada por uma madeirense fofinha,  hoje no IberAnime2011 no Pavilhão Rosa Mota. Não resisti e agora até é a minha imagem no Blogger. Sim, sou fã de japanesices.

morning song

Morning Song

Love set you going like a fat gold watch.
The midwife slapped your footsoles, and your bald cry
Took its place among the elements.

Our voices echo, magnifying your arrival. New statue.
In a drafty museum, your nakedness
Shadows our safety. We stand round blankly as walls.

I'm no more your mother
Than the cloud that distils a mirror to reflect its own slow
Effacement at the wind's hand.

All night your moth-breath
Flickers among the flat pink roses. I wake to listen:
A far sea moves in my ear.

One cry, and I stumble from bed, cow-heavy and floral
In my Victorian nightgown.
Your mouth opens clean as a cat's. The window square

Whitens and swallows its dull stars. And now you try
Your handful of notes;
The clear vowels rise like balloons.

- Sylvia Plath, Ariel

(poema dedicado ao meu sobrinho nascido semana passada, muito desejado desde praticamente o momento em que me apercebi que ter irmãos mais velhos me dava uma elevada probabilidade de ser tia)

Day 1 - a self portrait

Day 1 - a self portrait, originally uploaded by Christina Branco.



White Peach Photo

30.9.11

poucos e bons.

A melhor parte de ser adulta é sem dúvida, escolher os meus amigos, não me sentir forçada a que toda a gente da turma goste de mim e de falar com toda a gente, ficar desolada quando não me convidam para coisas, entre outras pancas minhas que me estragaram a adolescência. Não estou fechada numa escola pequena numa terra pequena com gente de mentes pequenas, encontrei pessoas interessantes de todos os cantos de Portugal (e quiçá mundo, obrigada internet), não me limito a idades ou profissões ou localidade. Já não me sinto culpada de falar mal de certas pessoas, de ter critérios extremamente altos para as pessoas com quem me dou. E, apesar de o número de amigos ter decaído exponencialmente, a qualidade subiu. E já não me sinto tão sozinha.
O que não é um paradoxo.

28.9.11

Doppelgängers

É uma diz que sou parecida com a tia dela. É outra que diz que sou parecida com uma professora da faculdade. E depois este vem e diz que viu outra minha dupla num autocarro.

Faz-me lembrar o meu primeiro ano de faculdade, em que na Queima das Fitas um gajo estava convencido que eu era a Alexandra que ele comeu nas jornadas da juventude em Sagres.

22.9.11

21.9.11

o caso troy davis

Uma das coisas que não consigo perceber na maneira de pensar da legislação dos Estados Unidos da América é no facto que a vida de um polícia, mesmo fora de serviço, é mais valiosa do que outra pessoa de outra profissão. Outra dessas coisas é um tribunal poder decidir que uma pessoa deve ser condenada à morte, brincar ao faz-de-conta-que-é-Deus.

20.9.11

de pequenino é que se torce o pepe jeans

Se fosse mãe, ficaria bastante revoltada se a turma do meu filho fosse em visita de estudo a um centro comercial, como vi hoje no Porto. Meninos de mão dada dois-a-dois, excepto o eterno renegado da turma que vai sempre com a professora, que tem pena dele. Qual é a utilidade de uma visita assim? Cultural? Aprendizagem?  Ver que os ovos vêm das galinhas e não da fábrica dos ovos? Não.
"Olhem meninos, um dia vão trabalhar muito para comprarem todas estas coisinhas fúteis e adquirirem uma coisa imaginária chamada estatuto social que não vos vai preencher nem fazer mais felizes. E já agora, vamos todos comer no McDonald's para vocês começaram a identificar a comida como recompensa e não como uma necessidade do vosso corpo, e depois as meninas podem olhar para as manequins das lojas e ver porque é que vão ignorar essas necessidades para o resto das suas vidas. Não fomos a um parque porque a terra tem micróbios e vocês ainda se sujam na relva, e não fomos a um museu porque é uma seca e além disso tem esculturas de homens com a pilinha à mostra."

17.9.11

só para ficar esclarecido, tá

Jack Black e Maryam Hassan em Escola de Rock (2003)   
Sim, é uma merda que ao fim de 20 e poucos anos o meu metabolismo tenha parado num apeadeiro, mas sabes que mais? Foda-se.

8.9.11

mau jornalismo

Estado vai deixar de comparticipar pílulas e três vacinas vendidas nas farmácias (publico.pt)

Utentes condenam corte na comparticipação de pílulas e vacinas (expresso.pt)

"Distribuição continuará a ser gratuita nos centros de saúde." Ou seja, quem precisar da pílula saberá onde a ir buscar - e a rapariga de 15 anos que tem vergonha que saibam que toma a pílula até nem vai à farmácia da aldeia, pois não? Deixem-se de alarmismos, não leiam só as letras gordas.

Estou mais preocupada com os broncodilatores para doesntes asmáticos ou com DPOC, que as bombas já eram tão caras... E sendo que estas doenças têm tendência para as crianças (no primeiro caso) e os idosos (no segundo), estou a ver a coisa a ficar negra.

31.8.11

olha eu


(Não resisto a reality shows pirosíssimos no canal E!. Nem sequer é um prazer culpado)

24.8.11

Se não tens memórias dos teus irmãos, ou eles de ti, para escreveres também, ainda vais a tempo. Não?

Temos demasiados anos de diferença. Eu nasci quando eles tinham 21 e 19 anos diferença, e somos filhos de mães diferentes. Além de quando tinha 6 anos mudei de país e eles ficaram para trás.

Ask me anything

18.8.11

controlo de qualidade

... é a razão pela qual este blogue não é mais actualizado. É, juntamente com os meus gatos, o meu bebé, e uma pessoa não escreve coisas medíocres no bebé (até porque os gatos arranham facilmente). Por isso, "podo" o que escrevo, qual bonsai centenário. Já passou a moda de os blogues virarem livros (ex.: O Meu Pipi, O Bidé, etc etc) ou programas de televisão (ex.: Gato Fedorento), mas ainda tenho esperança que saia daqui alguma coisa de jeito, nem que seja ser considerada uma blogger interessante, uma fazedora de opiniões.
Tendo em conta que este foi o verão de comer Magnuns e ver CSI em todas as suas encarnações, dos meus dedos ou entra mosca ou sai m*rda, como dizem àcerca da boca, e dou-vos um descanso de me lerem.

14.8.11


Um anónimo (simpático, desta vez) recomendou-me e agora não consigo parar de rir.

12.8.11

perseidas


Casta e fabulosa a lua
Estampada na vidraça.
De sentinela, na rua.
Só o silencio que passa.

Risca a treva o clarão
De uma porta que se abre
Para uma perdida verdade
Submersa na solidão.

E aquela estrela cadente
Numa curva já sumida
Escreve no céu de repente
Todo o mistério da vida.

-Natália Correia, in Rio de Nuvens


Hoje à noite vou para um sítio sem muita poluição luminosa ver as Perseidas, e aconselho-vos a fazer o mesmo.

6.8.11

hannibal, leitor

Lá em cima está a ocorrer uma das reuniões dos amigos do meu avô em volta de umas garrafas de vinho. Refugiei-me aqui na secretária dele, que não estou para cumprimentar velhotes iguais uns aos outros de barba velha mas que ainda pica.
Acabei de ouvir: "O que se chama a um homem que come outro homem?"
Exactamente ao mesmo tempo, o meu avô respondeu "canibal" enquanto que outro velhotinho responde "um homossexual".

5.8.11

caríssimos pedintes

Não ponham os vossos filhos pequenos a pedirem por vocês junto às maquinas de bilhetes de comboio. Ainda por cima mal-criadas.

(cara senhora à minha frente no comboio e ao telemóvel, você comprou a sua mala nova nos chineses, não nos chinocas)

4.8.11

hoje, meus leitores, algo se passou de puramente mágico.

 

Eu, Christina C.R. Branco, aprendi a andar de bicicleta num corredor da Decathlon. Perdi a virginidade ciclista (sim, o selim estava lá) no dia em que começa a Volta a Portugal. E agora, estou a uma pedalada de pertencer à classe eco-chique que anda por aí de bicicleta na cidade  - até porque a minha carta de condução parece servir única e exclusivamente de identificação civil. Ao que parece, preciso de rodas 24" e um quadro tamanho S (um bocadinho mais e precisava de uma de criança).
O resto da Decathlon tem o estranho poder de me por a sentir desportiva, eu que não fazia educação física por motivos de saúde, eu que engordei sete quilos em duas semanas (peso pluma - o novo programa da TVI!). Tenho uma lista do que quero de lá, e é perigososíssima. Quero uma daquelas tendas Quechua, para montar em cima da minha cama e ler lá dentro de lanterna na mão; quero uma coisa que parecia uma concha de tartaruga para exercitar os abdominais, só de me sentar naquilo e tentar levantar ainda me dói a barriga; quero uma cesta e um capacete não-ridículo para a minha bicicleta, que quero pintar de azul-claro; quero umas raquetes de badminton para fazer figuras de parva com a minha família no quintal.

la resistance!

Nunca me renderei ao acordo ortográfico. Nunca! Se até o meu nome1 é pré-reforma ortográfica de 1911...


Não tenho sentimento nenhum politico ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriotico. Minha patria é a lingua portugueza. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incommodassem pessoalmente, Mas odeio, com odio verdadeiro, com o unico odio que sinto, não quem escreve mal portuguez, não quem não sabe syntaxe, não quem escreve em orthographia simplificada, mas a pagina mal escripta, como pessoa propria, a syntaxe errada, como gente em que se bata, a orthographia sem ipsilon, como escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse - Fernando Pessoa

1Não, não é capricho meu, é mesmo assim, e se tiram o h nem é registado no meu cérebro como o meu nome.

3.8.11

alguem que me explique...

... que eu não estou a perceber. Porque é que o preço dos passes nos transportes públicos sobe por exemplo 22% (como por exemplo em Lisboa) mas os bilhetes avulso algo como 15%?
Isto é ou não é para lixar o trabalhador comum?

2.8.11

Olá! Se és daquelas pessoas que praticamente lavam a louça antes de a meter na máquina, não gosto de ti.

slutwalk porto



É já dia 13 de Agosto, e nada me pode orgulhar mais do que um dizer aos meus netos "fui eu que comecei a mandar e-mails a organizações feministas para organizarmos uma no Porto." Sim, acabei de me gabar. 
E agora, se me permitem, vou fazer aqui um copypastezinho do manifesto.

"Um grupo de cidad@s informal, vem por este meio convidar-vos para se juntarem a nós, no dia 13 de Agosto de 2011, às 22h30, em frente ao Tribunal da Relação do Porto (Jardim da Cordoaria) e proceder ao percurso nocturno previsto: Tribunal da Relação, Piolho (performance), Rua dos Clérigos, Galerias de Paris, Praça de Ceuta, Aliados, Rua Passos Manuel e Praça dos Poveiros.

TRAGAM CARTAZES, DITOS, E ESPALHEM A PALAVRA!

13 DE AGOSTO, GALDERIXS JUNTEM-SE E MARCHEM!
22:30
13TH AUGUST, SLUTS ARE GOING TO WALK!


MANIFESTO
SlutWalk* PORTUGAL

Pela autodeterminação sexual em todas as circunstâncias

* SLUT, galdéria, desavergonhada, puta, descarada, vadia, badalhoca, fácil

Em Janeiro de 2011 um polícia afirmou em Toronto que as mulheres devem evitar vestir-se de forma provocante se não quiserem ser violadas. A SLUTwalk Lisboa junta-se à vaga de indignação que esta afirmação causou um pouco por todo o mundo.

Recusamos totalmente a culpabilização das mulheres face a situações de violência sexual. Recusamos a cumplicidade com a agressão e com quem agride, seja pelo silêncio ou pela benevolência. Recusamos a objectificação e mercantilização dos corpos das mulheres. Mude-se as leis, mude-se quem agride. Mude-se a cultura patriarcal que diz às mulheres para não serem violadas, em vez de dizer aos homens para não violarem.

Mude-se a moral dominante, segundo a qual SLUTs somos todas nós, mulheres casadas, solteiras, viúvas ou divorciadas, heterossexuais ou lésbicas, bissexuais, assexuais, com ou sem companheirxs, monogâmicas ou não, com ou sem filhxs. SLUTs são todas as mulheres que não inibem gestos, emoções, desejos ou vontades, que vestem, falam e vivem de acordo com os seus próprios padrões, que se não vergam à moral dominante.

Se SLUT – galdéria, desavergonhada, puta, descarada, vadia, badalhoca, fácil – é uma mulher que decide sobre o seu corpo, sobre a sua sexualidade, e que procura prazer, então, somos SLUTs, sim!

Não queremos piropos sexistas, não queremos paternalismo, não queremos violência sexual. Dizemos não, por mais cidadania. Dizemos não, por mais democracia. Dizemos não, por mais liberdade.

Se ponho um decote… Não é Não!
Se pus aquelas calças de que tanto gostas… Não é Não!
Se uso burqa… Não é Não!
Se durmo com quem me apetece… Não é Não!
Se sou virgem… Não é Não!
Se passo naquela rua… Não é Não!
Se vamos para os copos… Não é Não!
Se me sinto vulnerável… Não é Não!
Se sou deficiente… Não é Não!
Se saio com xs maiores galdérixs…Não é Não!
Se ontem dormi contigo… Não é Não!
Se sou trabalhadora sexual… Não é Não!
Se és meu chefe… Não é Não!
Se somos casadxs, companheirxs, namoradxs… Não é Não!
Se sou tua paciente… Não é Não!
Se sou tua parente… Não é Não!
Se sou imigrante ilegal… Não é Não!
Se tenho relações poliamorosas… Não é Não!
Se sou empregada de hotel… Não é Não!
Se tens dúvidas se aquilo foi um sim, então… Não é Não!
Se és padre, imã, rabi ou pujari… Não é Não!
Se beijo outra mulher no meio da rua… Não é Não!
Se sou brasileira, cabo-verdiana, angolana ou de outro país que sofreu colonização… Não é Não!
Se tenho mamas e pila… Não é Não!
Se disse sim e já não me apetece… Não é Não!
Se sou empregada doméstica… Não é Não!
Se adoro ver pornografia… Não é Não!
Se ando à boleia… Não é Não!
Se estamos numa festa swing, numa sex party ou numa cena BDSM… Não é Não!
Se já abrimos o preservativo… Não é Não!

NÃO é sempre NÃO. Quando é SIM, não há ambiguidades ou dúvidas porque sabemos o que queremos e sabemos ser claras.

mais info:
http://slutwalkporto.wordp​ress.com/
slutwalk.porto@gmail.com "

1.8.11

a vida é injusta

A radioactividade de Chernobyl provocou cancros, malformações congénitas nas gerações que vieram. Por outro lado, o simples Peter Parker é mordido por uma aranha radioactiva e ganha super-poderes.

29.7.11

quando eu tinha dezassete

At seventeen - Janis Ian by queenamidala1121

... esta era a minha música de "cortar os pulsos". Descobri-a quando estava à procura no disco externo da música  pela "Edge of Seventeen" da Stevie Nicks.

letra de médico

A partir de segunda-feira, as receitas de medicamentos terão de ser obrigatoriamente electrónicas.

Nas faculdades de Medicina, as cadeiras Gatafunho I e Gatafunho II vão acabar, assim como nas faculdades de Farmácia as cadeiras Introdução aos Hieróglifos e Adivinhação.

28.7.11

passar pelas brasas

Ao que li na Nova Gente, a Sónia Brazão ligou os quatro bicos do fogão a gás e o que provocou a explosão foi ela acender a máquina de lavar. Quereria ir para o céu sem roupa suja por lavar, como se diz, de consciência limpa? Pois, mas agora ficou com um prédio a parecer uma casa de bonecas.

27.7.11

agora 30% mais absorvente!

No verão, tudo fica mais estúpido. Os livros de ler na praia, os jornais com a política a meio-gás e a televisão nem se fala, incluindo a publicidade.
Ao fazer zapping acabei de passar por um anuncio da Tampax em que jovens adultas de imagem socialmente atraente conviviam na piscina. Uma rapariga loira e bronzeada sai do seu grupo, sorrindo como se dissesse silenciosamente "volto já". Abre a mão que estava num punho cerrado, e mostra um tampão e aplicador num veranil cor de laranja. Um aplicador é algo que a esmagadora maioria das europeias não usa, e a Tampax quer aumentar esse mercado. Próximo frame: filmagem da rapariga da cintura para cima. Uma mão desce abaixo do nosso angulo de visão. -Vês? - Diz ela, nunca parando de sorrir. - É assim tão fácil. E como não tocas no tampão, é mais higiénico. (ai ca nojo, tocar num tampão)

Não compreendo o horror das pessoas em relação ao corpo das mulheres. Se os homens tivessem o período, haveria a revista Men's Truation, subsídios pagos de período, uma fundação para a cura das cãimbras uterinas. E conseguiriam ouvir a palavra sem parecem uma criança que ouviu dizer que ia comer bróculos ao jantar (isto aplica-se a ambos os sexos).

E agora, para acabar, PERÍODO PERÍODO PENSOS MENSTRUAÇÃO COÁGULOS. É altura de enfrentar o útero pelas trompas de Falópio.

26.7.11

avós

Os meus exemplares de avós exemplares, com uma tv nova
Hoje é Dia Mundial dos Avós. E considero que os avós são do melhor que há no mundo.
Eu não me dei bem com o infantário. Chorava muito, não queria estar lá. E alternava entre ficar com uma amiga da minha mãe, a quem eu gosto de chamar a minha ama irlandesa (é tipo uma British nanny, só que a beber e a fumar mais) e os meus avós. O meu avô incutiu-me um gosto enorme pela geografia e geologia, comecei logo a ficar obcecada com vulcões e capitais de todos os países. A minha avó fazia a única comida que comia e contava-me estórias de fazer chorar as pedras da calçada, da infância (perdida) dela.
Há gente próxima de mim que não nutre um especial carinho pelos avós - ou porque tinham dois pares deles, e passavam mais tempo com um (de se notar que eu nunca conheci os meus avós do lado paterno), ou porque pura e simplesmente não dava para gostar de pessoas que até rejeitar os netos faziam.
E eu não compreendo. Avós são aquelas pessoas que te dão um aperto de mão com uma nota lá dentro.
São aquelas pessoas que não te castigam e até te ajudam a fazer asneiras. Quando estavam a refazer o passeio em frente à nossa casa no Canadá e os trabalhadores foram almoçar, o meu avô encorajou-me a escrever em letras gigantescas o meu nome no cimento. Ainda está lá, se quiserem ver. Uma vez não tinha nada que fazer e pus-me a atirar lages de pedra e cimento do muro que segura o nosso campo do ribeiro que passa ali. Os meus pais deram-me aquilo que foi a maior descompustura da minha vida - o meu avô, o proprietário do terreno e do muro semi-dizimado, piscou-me o olho sem eles verem.
São aquelas pessoas que quando te apercebes pela primeira vez que as pessoas morrem e não voltam, nunca mais, te metem mais medo que se vão num suspiro. E aí, começas a passar mais tempo com eles e a sentir-te culpada quando não o fazes - e já a sentir a dor que vais sentir na hora que esperas que seja daqui a muito tempo.

25.7.11

porque toda a gente anda a fazer isto

Ninguém me pediu para fazer esta cena sobre livros, porque sou forever alone, mas vou fazer na mesma porque como sabem sou intelectualóide.


1 - Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?

Comprei o À Espera no Centeio de J. D. Salinger na minha primeira intérpida expedição à Fnac sozinha, tinha eu uns 16 anos, e calhou de ser num dos dias em que se passa a acção do livro, 17 e 18 de Dezembro. Todos os anos releio-o nessa data quase como um ritual, mas o Holden Caulfield continua a tirar-me do sério. Leio e releio Os Diários de Sylvia Plath, 1950-1962 antes de ir para a cama porque me acalmam.

2 - Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?

Ai meu Deus, o Kerouac e o Pela Estrada Fora. Ainda por cima eu tenho a versão The Original Scroll, ou seja, tal e qual como a sua mente desarranjada o escreveu. Sim, é interessante vagubundear de um lado ao outro dos Estados Unidos à boleia e em vagões de comboio completamente pedrados, mas ler a mesma história mas com mulheres diferentes cansa.

3 - Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?


Não percebo este tipo de perguntas - é suposto interpretar-se como eu não fazer mais nada senão ler um livro até ao resto dos meus dias, ou tirarem-me todos os livros de minha casa menos um, e nunca mais ler nada senão esse? De qualquer das formas, escolheria um livro muito maçudo e difícil de ler, com mil e uma interpretações diferentes, e faria quase teses de doutoramento sobre eles. Nesta categoria inserem-se livros como a Bíblia (em todas as suas versões e livros), Finnegan's Wake de James Joyce e o inevitável Guerra e Paz.


4 - Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?

Olá! Gostava de vos apresentar a minha lista da Amazon! (ignorem as perucas, neste caso).
Por algum motivo desconhecido, nunca li nada do duo Miller/Nin e isso chateia-me de vez em quando, como por exemplo agora.

5- Que livro leste cuja 'cena final' jamais conseguiste esquecer?

Os livros são estranhos na medida que quase todos acabam, não digo bem, mas sem pontas soltas, e sem explosões e beijos como no cinema. Por isso, os que me ficam na cabeça são os que ficam em aberto. Lullabies for Little Criminals, de Heather O'Neill (ainda não existe tradução portuguesa, mas se lerem inglês comprem-no, passa-se no meu bairro natal, que eu não sabia que era um ghetto); A Campânula de Vidro, da minha girl Sylvia Plath, em que a personagem Esther, que é somente um alter-ego fininho de Plath, diz que está curada para sempre da depressão, mas todos sabemos o que aconteceu à Sylvia. Por outro lado, o epílogo de Harry Potter e os Talismãs da Morte deixa-me com diabetes de tão fofinho e 2,5 filhos que é.

6- Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?

Se quê? Se lia em criança? Vou vos explicar. Eu tinha três anitos, e viemos de férias de Portugal. Estava eu no meu carrinho de bebé com sombrinha e li da montra dum talho "Carne de porco sem osso". A partir daí, não precisava da minha mãe para me ler os Dr. Seuss e os Shel Silverstein. Mais velhinha um bocadinho, adorava ler definições num dicionário enorme do meu avô que pesava no mínimo dez quilos. Lembro-me de pegar no A Morte de Carlos Gardel do Lobo Antunes quando tinha uns oito anos e sentir-me muito avantgarde, mas não percebi nada.
Descobri o Harry Potter e o Adrian Mole porque uma familiar minha mos emprestou quando estava sempre doente das amígdalas. Ainda sou mega-fã de Harry Potter, mas o Adrian Mole ressoa muito comigo porque a autora consegiu com que aquilo parecesse mesmo o diário de um rapaz pré-intelectualóide, pais a separarem-se e a juntarem-se e tudo. O Diário de Anne Frank não parecia ter uma voz tão autêntica. Foi a altura em que descobri um dos livros que continua na minha lista de favoritos, A Terra do Anjo Azul de António Mota. Gostava muito dos livros fininhos da Maria Teresa Maia Gonzalez, mas fazia-me confusão que todas as personagens morassem em Lisboa e tivessem empregadas. Fazia parte da leitura obrigatória os livros infantis da Sophia, mas detestava-os por serem sempre sobre meninas ricas e flores e "fáceis" demais para mim. Hoje em dia gosto muito da poesia dela. Ah, e adorava a série Diário da Princesa da Meg Cabot.
Os meus pais levaram-me a um psicólogo judeu na parte fina (e judia) da cidade, lembro-me de lhe perguntar porque usava um chapéu tão pequenino. Adiante. Os testes concluiram que estava num percentil altíssimo da inteligência lingística para a minha idade, que estava mais ou menos no normal no resto, e que na motorocidade estava muito abaixo. Ainda hoje tropeço nos próprios pés.

7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?

Não digo chato, mas o Dreamcatcher e o It de Stephen King são livros grossíssimos, de letra pequenina, e a escrita dele anda para trás e para a frente no tempo, assusta (literal e figurativamente) uma pessoa. Porque é que li? A trama era demasiado interessante e convoluta para deixar de lado.

8. Indica alguns dos teus livros preferidos.

A Câmpanula de Vidro, Sylvia Plath. The Collected Poems, Sylvia Plath. Cem Anos de Solidão, Gabriel García Marquez. Jane Eyre, Charlotte Brontë. A Terra do Anjo Azul, António Mota. Middlesex, Jeffrey Eugenides. Even Cowgirls Get The Blues, Tom Robbins. Lolita, Vladimir Nabokov. E outros que não me lembro agora. Ide ver ao meu goodreads

9. Que livro estás a ler neste momento? 


O Mito da Beleza, de Naomi Wolf. Bastante maçudo de se ler, faz lembrar artigos científicos.

10. Indica dez amigos para o Meme Literário:

Er, eu não sei se tenho sequer dez amigos na blogosfera, ou sequer se me leêm. Matilde, Puga, Betânia, Rebeca, J*, Charlotte, Ricardo, Eliana, Cláudia, Ana ... e tu, que me lês. Sim, tu.



sobre o tamanho deste post:
Aquele Que Não Gosta de Saias Travadas says (23:23)
viraste professor Marcelo, foi?

24.7.11

O que se passou na Noruega foi uma tragédia, ainda para mais quando pensamos que ocorreu num daqueles países que imaginamos utopicamente, não fosse a falta de luz no Inverno. Matar >80 pessoas a tiro, com balas especifícas para causar mais danos internos, é uma barbaridade inédita.

Ainda para mais quando pensamos que o tipo era um nacionalista norueguês cristão da extrema-direita (se bem que escrever um manifesto de 1500 páginas em inglês não é muito zelar pela cultura norueguesa, não.)

E agora acho que tenho razão quando tenho medo do que PNRs, Le Pens e afins possam fazer.

23.7.11

fosses para o rehab

Aquele Que Não Gosta de Saias Travadas says (22:47)
a minha mãe perguntou-me se conhecia a Amy Winehouse
a saia travada says (22:47)
andaste na escola com ela
ela estava à tua frente e não conseguias ver para o quadro

22.7.11

para referência futura

Eu e Aquele Que Não Gosta De Saias Travadas elaboramos uma lista de motivos válidos para acabar uma relação. Aqui vai.

Ser gay. (quando a relação é entre dois heterosexuais.)
Meter cornos.
Andar na dróga.
Gastar o dinheiro no jogo.
Violência doméstica.
Idolatrar o D.Duarte Pio.
Ressonar (este último acrescentei eu agora)

21.7.11

inner beauty

Fui fazer uma eco por causa de umas dores pélvicas fora de época, se é que me entendem. O médico, como todos os outros que me enchem de gelatina fria e depois andam de sonda à procura de cenas fixes como teratomas com dentes, acaba por dizer que tenho os órgãos perfeitinhos, este até acrescentou "como num livro de anatomia". Pronto, pode-se mesmo dizer que a minha beleza é interior. Adiante.
E o que seriam as dores, Sr. Dr.?
- Ah, isso é o corpo a pedir filhos. Não estás para aí virada...?
- Eu até gosto de cerveja.
- Filhos. Não finos.

20.7.11

sabes que és meia hippie quando

... o teu amaciador tem como principais ingredientes água e papa de banana

é estúpido, eu sei

Mas fico montes de feliz quando alguém famoso na blogosfera me segue e põe no blogroll, principalmente se apareceram na Grande Reportagem e tudo.

Bem vinda, Luxury & Lust!


(só espero que não foste tu a pesquisar clorofórmio body shop para vir aqui ter)

19.7.11

ainda me dão esperança

Hoje, enquanto procurava secção de política e história da Fnac por um livro para oferecer a um amigo, quando ouvi uma criança atrás de mim com uma voz do que parecia de reprovação: "História?". Seguido de um "fixe!" animado.Não era reprovação, afinal era incredulidade.

Afinal o mundo não está perdido.

13.7.11

CCC

A Grécia tem um rating abaixo de lixo - está a um nível da bancarrota.

O que acontece quando um país vai à falência? Entram por lá a dentro e começam a tirar os bens?
Podemos ficar com a Acrópole?

4.7.11

a vida vai torta

Não sou fã dos Xutos. O nome irrita-me (ch, chutos é com ch, tudo é melhor com ch), nem sequer os vejo na noite Super Bock da Queima.
Mas hoje apercebi-me que a letra da "Circo de Feras" consegue descrever a minha vida ao pormenor. Ok, menos a parte do esperar ao fundo da rua.

2.7.11

"caros empregados: parem de comprar fatos Hugo Boss."

Fazer a mesma vida gastando metade - José António Saraiva (sol.pt)

Continuando o último post... agora reparo que este senhor é um dos donos do Sol que "subiu a pulso na vida" e que coitadinho, agora tem de pagar aos empregados. Isto não é mais que uma indirecta. De muito mau gosto.

descobri neste momento que a minha família deve estar no limiar da pobreza

Fazer a mesma vida gastando metade - José António Saraiva (sol.pt)

Leiam este artigo e pasmem-se. Aprendam marcas de água. Saibam que as empresas (e seus mártires, os patrões) têm que ser aliviadas, mas a classe média - esses consumidores desenfreados de Moët & Chandon e de Mercedes Classe E! - têm que sofrer.

Outro, que tal como a Margarida Rebelo Pinto (sim, já li dois livros dela, para minha infelicidade) vive no mundo das fadas Prada e unicórnios revestidos em cristais Swarovski e acha que tooooda a gente vive essa vida.

26.6.11

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

PESSOAL, A BODY SHOP VENDE CLOROFÓRMIO!
"Primeiro que tudo, o que é este produto? É um spray que se pode colocar no corpo ou na almofada e que ajuda a adormecer e a ter um sono mais profundo e reparador."
(do blog Body Shop Mania)







(Desculpem, J* e Charlotte, mas não resisti)

25.6.11

royally screwed

Distraí-me enquanto estava a aclarar as sobrancelhas para combinar com o cabelo e voilá, agora pareço a Isabel I.

24.6.11

considerações sobre o s.joão no porto

1. Alho porro >>> martelinho. Há uma fobia geral, especialmente por parte dos adolescentes, desta rebento de planta. Vários gritos de "eu sou alérgica!", pessoas a saltar barreiras para fugirem, enfim, o melhor para afastar multidão.

2. Quem é que idiota é suficiente para levar um bebé e seu respectivo carrinho para a Ribeira no S.João? Resposta: demasiadas pessoas. Faz-me lembrar o ano em que um carro tentou passar pelo meio da multidão, com o condutor de janela aberta a desculpar-se: "Vai aqui dentro uma senhora que vai terum filho!". (Ao que o meu pai respondeu, "'tá bem, mas isso é só daqui a nove meses.)

22.6.11

perdida nos media

Serei só eu que acho o Perdidos na Tribo (TVI, o que havia de ser?) um exemplo flagrante de neo-colonialismo?
Como é óbvio, não vejo este programa. Mas sei o que se passa, porque estou sempre enfiada em salas de espera de consultórios e portanto sou uma ávida leitora de revistas de sopeiras.
Tudo me soa muito a "Ai meu Deus, olhem-me para estas pessoas de cor incivilizadas! A beber sangue! Quero voltar para a minha casa com wi-fi!"
Porra, agora apetece-me arroz de cabidela.

8.6.11

ordinários!

"Marcha das Ordinárias' contra a discriminação sexual" (expresso.pt)

Tenho que parar de ler comentários em jornais online. Há problemas cardíacos na minha família.
(Por favor, mandem um grande chapadão mental para o usuário honolux e o Cruzadas)

7.6.11

happy?

Quase há tanto tempo como tenho este blog que quero escrever sobre a revista Happy.
É um guilty pleasure, feito para mim que tenho pouco para gastar (é uma revista grossíssima por 2,50€) e muito para esperar num comboio.
Os temas são reciclados. Lipo-aspiração não-invasiva, perder dois quilos e ser feliz, sexo em grupo, histórias reais de mulheres (todas elas da classe média-alta e gestoras). As fotografias também, modelos esqueléticas no meio de um deserto, de olhar vago, mesmo que o artigo seja sobre experiências lésbicas ou a experiência de perder um filho.
A paginação deixa muito a desejar, muitas vezes tenho que andar uma página para trás e para a frente à procura do parágrafo seguinte.
Mas nem tudo é mau e subserviente à Santa Madre Igreja do Consumo e da Magreza (a sério, este mês houve um destaque de 6 páginas dedicadas à melhor sandália para cada tipo de corpo). Esta edição contou com um artigo sobre falhar excelente (sabiam que Abraham Lincoln foi um fracasso político até finalmente ser eleito para o Senado, que as duas primeiras fábricas de Henry Ford faliram?). E sim, 50% da revista fala de sexo, mas pelo menos, ao contrário de outra revista que começa por C e acaba em N não tem sempre "500 dicas picantes para levar o seu parceiro ao rubro!!!" (ex.: "acaricie os seus testículos com um batedor de ovos!"). Não, aqui o sexo e o prazer é centrado no feminino, e isso camaradas, é progresso.

Ah, e é uma pity que a cada duas words tenham de espetar um anglicismo sem sentido whatsoever.

5.6.11

tipo sexo e a cidade, mas com livros

Há uns meses, deu uma reportagem daquelas a seguir ao telejornal sobre pessoas viciadas em compras, mas não vi por lá ninguem viciado em livros. Era gadgets e sapatos, (muitos sapatos!), mas ninguém como eu.



















Esta foi a minha dose na Feira do Livro do Porto. Já era a dose que ia comprar o ano passado, só que na altura não tinha dinheiro (continuo sem dinheiro, a diferença é que agora não me importei). Coisas a registar sobre esta feira:
  • Estava um calor do c*ralho.
  • Livros sobre o Segredo e o Poder e o raio que o parta ainda estão na moda, assim como livros cuja personagem principal é um cão ou um gato (também vi um papagaio por lá).
  • Estava lá a Porto Velhotes a oferecer Porto branco ou rosé (bu!) com água tónica para degustação. Eu, que já me estava a ir embora, meti-me logo na fila (gosto muito de água tónica, sabem?), com um casal atrás de mim que demonstrava tudo o que há de errado em Portugal, e que me fez dar graças a Deus que tenho dupla nacionalidade.
-Ui, isto afinal não são só livros.
-Tás a ver, aprende para fazeres em casa para os teus amigos. É meteres sevenepe no vinho do Porto.
-Isso é bebida de mulheres, pfft.
-Tás a fazer uma figura, ainda pensam que somos do Porto.
  • Mandaram-me sair da mesa em que estava sentada porque vinha uma autora dar uma sessão de autografos. Depois vi que a "autora" era a Cláudia Jacques. Mentiram-me!
  • A famosa senhora magríssima que está sempre a pedir que lhe paguem uma dose uma sopinha também marcou presença.
Aquele Que Não Gosta De Saias Travadas também mandou vir da amazon.co.uk juntamente com o seu dicionário de alemão (não, não votou PNR) este livro
















que creio que me dará um jeitaço daqui a uns tempos. 
Ao todo, cinco livros que prometo que só leio à noitinha na caminha e não quando devia estar a estudar e sou uma panda feliz, até porque tenho olheiras para tal.

31.5.11

pencil skirt

Queria tanto ir a Paredes de Coura ver estes senhores + senhora. Olhem como até têm uma música sobre saias travadas.

29.5.11

"I don't want to lose my virginity to a banana, David"

Carey Mulligan em Uma Outra Educação (2009)

Uma Outra Educação é dos meus filmes preferidos, provavelmente o meu preferido que saiu pós-2000 e picos.
Mas lá está, a Jenny do filme era a saia travada quando tinha 16 anos - excepto eu tive a sorte (ou azar, que o Saarsgard está mesmo no ponto neste filme) de nunca me meter com um vigarista casado. Deve ser por tocar piano e não violoncelo, que pianos não dão para acartar em dias de chuva.
Aquele Que Não Gosta De Saias Travadas queixa-se que tudo que leio, vejo ou escrevo têm personagens que sou eu, mas noutro contexto. Eu sou Esther Greenwood presa n'A Campânula de Vidro, sou o Holden Caulfield À Espera no Centeio, sou a ciumenta Baby Jane, daqui a 20 anos serei a Liz Lemon do 30 Rock. O moço tem razão. E até me libertar disso, tudo o que escrevo vai ter a minha vozinha, nem que a personagem seja um ogre ou um robô ou um gambá.

26.5.11

passos tira coelho da cartola

Passos rejeita apresentar mudanças à lei do aborto (publico.pt)

Ele não disse que sim, nem que não, nem sequer sopas. Bastou-lhe falar do aborto duma maneira vaga e circular "talvez se discuta em Parlamento o que correu mal, o que correu bem" que a percentagem eleitora que é beata/misógina/betinho acabam de lhe saltar para as mãos.

Editado às 18h13: Isto depois de ter emendado o que disse a uma rádio católica.

24.5.11

gente masoquista, pá

Devo ser só eu, mas acho que não pagaria a uma estranha para me pôr cera a ferver nas minhas partes privadas para depois arrancar pêlos que têm função biológica específica, ainda por cima sem um daqueles botões que dá morfina de 10 em 10 minutos como nos hospitais.
Mas devo ser só eu.




(Disclaimer: sim, eu sei que o feminismo significa que cada uma de nós pode fazer com o corpo o que nós quisermos, mas sinceramente, quem é que faria uma coisa destas sem a pressão da sociedade?)

20.5.11

estatisticamente falando

No último mês, as pessoas vieram ter aqui ao blog pesquisando pelas seguintes expressões:

imagens bonitas (gosto.)
anarquia constitucional (quem mais é que se lembrou desse trocadilho, pá?)
coisas de mãos (er...)
doencas que se apanham nas sanitas (vai ser por isso que o meu blog vai ficar para a história, não é?)
e o meu preferido:

jolhinho de coelhinho

19.5.11

see no evil

Vim agora do oftalmologista. Receitou-me umas gotas chamadas FML. Ah, e lágrimas artificiais, ao que parece não há drama suficiente na minha vida.

Agora pus no Google "fuck my life" mas acidentalmente escrevi "fuck my wife" e prontos.


(Gostam deste blog? Têm Facebook? Gostem disto no Facebook, está ali à direita!)
Eu e o Blogger desentendemo-nos como namorados.
Ele deixou de falar comigo. Durante dois dias. E eu também lhe fiz um silent treatment a ver se ele aprendia a não mandar servidores abaixo.
Mas não consegui durante muito tempo. Volta, Blogger, estás perdoado! Sim, também gosto muito de ti.

7.5.11

e à evita peron.

Parabéns a mim própria
Parabéns a mim própria
Parabéns a mim próóooooopria
Parabéns a mim própria!

(A partir dos 20, deixa de ter muita piada. Vou comer chocolate e ver filmes de sábado à tarde)

6.5.11

Vivian Meier (1926-2009)

Juntar fotografia de rua + câmeras de médio formato + anos 50 = amor à primeira vista.
Aqui estão algumas obras de Vivian Meier, a minha nova fotógrafa preferida. Podem ver mais aqui