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1.2.15

Sou o contrário da maioria das pessoas: no Verão, leio coisas maçudas e densas na praia; no Inverno, leio livros de praia.

Ontem peguei no "A Culpa é das Estrelas" e ao todo, li-o em 4 horas.

Sinopse:
Duas folhas de cartolina comem-se. Muito pouco, para folhas de cartolina adolescentes. Mas comem-se na casa da Anne Frank. 

Avaliação:
2/5, porque o um está reservado para o 50 Sombras de Cinza

6.1.14

Finalmente, depois de sensivelmente uma hora, posso dizer que li aquele clássico juvenil que é A Lua de Joana. Lição a reter: fazer furos nas orelhas leva ao consumo de drogas.

6.8.13

então eu comecei a ler isto


que, segundo a própria autora, é "The sickest book of the summer". Leiam mais sobre ela e o livro (já banido por alguns Defensores da Moral e Bons Costumes™ ) aqui e aqui.

Aquele Que Não Gosta De Saias Travadas:
sorry, mas não podes ser pedófila, chamares-te Celeste e manter a credibilidade

19.7.13

toda a gente tem de pagar as contas, não é?

"Olá, eu sou a Margarida Rebelo Pinto e convidoo a estar presente na Feira do Livro do Continente e descobrir o meu novo livro, "Título Lamechas Que Não Decorei", com 30% de desconto."


O que eu não me ri.

2.6.13

socorro, estou apaixonada

por um velhote russo que morreu há 40 anos. Obrigada por me dares uma sensação tão boa como a de estar num jantar e querer ir para casa só para ler.


(Ele escrevia em papelinhos, deitado. My kind of guy.)
(Quem jogava Pokémon que faça uma piada.)


27.5.13


An individual’s life consisted of certain classified things: “real things” which were unfrequent and priceless, simply “things” which formed the routine stuff of life; and “ghost things,” also called “fogs,” such as fever, toothache, dreadful disappointments, and death. Three or more things occurring at the same time formed a “tower,” or, if they came in immediate succession, they made a “bridge.” “Real towers” and “real bridges” were the joys of life, and when the towers came in a series, one experienced supreme rapture; it almost never happened, though. In some circumstances, in a certain light, a neutral “thing” might look or even actually become “real” or else, conversely, it might coagulate into a fetid “fog.” When the joy and the joyless happened to be intermixed, simultaneously or along the ramp of duration, one was confronted with “ruined towers” and “broken bridges".
- excerto de Ada, or Ardor de Vladimir Nabokov

o marquitos e a lolita II: o regresso do velho

(Para quem não percebeu o título, está aqui o post, um dos que acho mais bem escritos d'a saia travada)

Finalmente, um sábado de calor em que ia tomar beber um café com as amigas e tagarelar. Estava no comboio, parada em Ermesinde, a ouvir música aos berros e de óculos gigantescos em forma de coração (...sim, como na adaptação ao cinema do Lolita), quando se senta o senhor de cabelos brancos e óculos de massa ao meu lado, o que era estranho, ele há um anito que não me chateava. Ainda o consegui ignorar durante uns minutos, mas ele põe-me a revista do Expresso (com uma belíssima reportagem sobre a co-adopção, ide ler) à frente da minha cara.
-Para se entreter até S.Bento... às vezes ler uma frase ou um parágrafo alegra-nos. Mas já se nota que está mais feliz.
Pensava que só as pessoas mais próximas nos podiam ver na cara a felicidade - ou pelo menos a ausência de tristeza. Olhei para o que ele estava a ler. Uma crítica na Actual do Expresso sobre o Fala, Memória, do Nabokov. Deus não joga aos dados.
-Já resolveu a causa da tristeza?
-Não sei, parece-me que a causa está na minha cabecinha. - Atirei o barro à parede. Às vezes é mais confortável  falar com desconhecidos.
-Sabe que há vários tipos de depressão. E depois há neuroses que nos fazem reverter a fases passadas...
-Leu Freud?
-Li, muito.
-Eu sou mais de Jung.
-Um conselho, não leias Freud nem Jung até saíres totalmente do buraco. Santos da casa não fazem milagres, tu não és a tua própria terapeuta.
Faz-me lembrar uma rábula do Sem Penas, de Woody Allen, em que desmantelam uma rede de prostituição intelectual. Os senhores pagavam à hora para falarem de livros ou política com meninas universitárias. Pagavam mais se fosse literatura comparativa. Era isto que este senhor precisava. (E eu também não dizia que não a uns trocos.)
Chegamos.
-Prazer em vê-lo, Marquitos. Bom fim de semana.
E lá fui, comer uma tarte de (Sumol de?) limão nos Aliados e ler revistas porno dos anos 70 em alfarrabistas.

10.10.12

boa viagem

"Because, he said, "I sometimes have a queer feeling with regard to you - especially when you are near me, as now: it is as if I had a string somewhere under my left ribs, tightly and inextricably knotted to a similar string situated in the corresponding quarter of your little frame. And if that boisterous channel, and two hundred miles or so of land some broad between us, I am afraid that cord of communion will be snapt; and then I've a nervous notion I should take to bleeding inwardly. As for you, - you'd forget me.”
-  Jane Eyre, de Charlotte Brontë

18.9.12

jailbait.

"Nymphets are not always the type of girls a normal man would consider the prettiest, but they have a demonic ability to attract men much older than themselves."
-Lolita, de Vladimir Nabokov

Portanto, agora sei o que sou.

15.9.12

ophélia



Ophelia, um dos nomes delicodoces aprincesados que o meu pai me queria dar; significa amante de serpentes, o meu animal preferido desde que me deixaram pegar numa num zoo; Ophelia, de Shakespeare, e a Ophelia Queiroz do Fernando Pessoa, sempre o objecto e nunca o sujeito.
Imagino-a a receber as cartas do Fernando, a lê-las em voz alta às amigas, a rirem-se do oleoso Fernando, dos amorzinhos, bebés e bonequinhas quem sabe escritos sobre a influência do tinto.

20.4.12

e porque nunca falei de Game of Thrones aqui


Aquele Que Não Gosta De Saias Travadas says (23:02)
que é para não dizer que ele é um bastard para as personagens just because

a saia travada says (23:03)
tipo George R.R. Martin

Aquele Que Não Gosta De Saias Travadas says (23:04)
é?

a saia travada says (23:04)
pelo menos ouço toda a gente a queixar-se
estou ansiosa por ter o kindle para finalmente ler
mas aquilo é só bloodbaths e incesto, cenas assim macabras

Aquele Que Não Gosta De Saias Travadas says (23:05)
bloodbaths, incestos, same shit
(well, se a gaja for virgem xD)

1.2.12

pornografia literária

Já chegaram os livros todos que mandei vir pela Amazon.co.uk (usados,mas em bom estado, alguns parecem que nem os leram) com o dinheiro que os meus avós me deram por Natal. Portanto, no fundo, é a prenda deles. Obrigada, bobós!

Então, a contar de cima, temos:
Breakfast at Tiffany's - Truman Capote
Lucifer's Hammer - Larry Niven & Jerry Pournell
Mildred Pierce - James M. Cain
Looking for Alaska - John Green
Oryx and Crake - Margaret Atwood
The Handmaid's Tale - Margaret Atwood
Middlesex - Jeffrey Eugenides
The Great Dune Trilogy - Frank Herbert
Dirty Blonde: The Diaries of Courtney Love - Courtney Love

7.1.12

batam-me, por favor

Estou a pensar em comprar um Kindle como prenda de anos para mim própria. Ainda tenho muito tempo para pensar e mudar de ideias (afinal é daqui a exactamente 4 meses) mas se quando saíram eu os achava uma tecnologia de Lúcifer destinada a arruinar a palavra escrita, agora até acho piada. Posso por lá pdfs de livros da faculdade, comprar livros que sei que não vou ler mais do que uma vez e por isso não merecem lugar nas minhas estantes.
Não vai de certeza, pelo menos no meu caso, fazer com que deixe de comprar livros em papel e a cheirar a novo ou a mofo. Até porque tenho uma lista enorme com que gastar o meu dinheirinho do Natal nos usados da Amazon.co.uk, logo que acabem os exames.

Adenda: o Kindle deveria ser à prova de água, para combinar com o meu gosto de ler livros na banheira.

15.12.11

considerações sobre o estado da literatura

  • O meu novo divertimento é procurar pelos livros do João Piedade. Para quem não sabe, é um adolescente com pais ricos que escreve tão mal, mas tão mal que se fosse eu professora dele reprovava-o na 4ª classe. É editado pela Gailivro, que parece não ter dinheiro para pagar a um revisor de manuscritos (ou não fosse esta uma vanity press). Infelizmente, não tenho conseguido encontrar o primeiro livro dele, O Filho de Odin em que no meio de outras pérolas (e acreditem que é uma por parágrafo) há um hipógrifo que voa depressa porque comeu feijoada ao almoço [sic]. Só tenho pegado no 2º/3º livro (sim, é um dois em um) chamado Pacific Blood/Metal King. Li para aí metade do Pacific Blood numa Bertrand, e só parei quando fizeram uma piada de canadianos (há coisas que nem do Piedade aceito). Este "livro" fica na memória pela brilhante frase pré-coital "LESS TALKING, MORE BREEDING!!!!" (sim, com estes ! todos). Não li o Metal King, mas pela capa parece uma cena tipo Transformers. Medo, muito medo.
  • Vou começar a levar x-actos para livrarias para cortar o raio dos sacos de renda com brilhantes em que vêm os livros lamechas da Lesley Pearce. E agora tambem é livros que vêm em latinhas, em caixas.
  • Aquela blogger com nome do meu gato lançou agora também uma agenda rosinha e com os seus pareceres sobre a sua vida um bocado secante pelo meio. Um livro do blog, se calhar até entendo, afinal a mim depois só me faltava plantar a árvore e fazer um filho, mas depois um CD que parecia uma playlist chapada da Rádio Comercial, e agora uma agenda... Aceitam-se apostas para o próximo must-have made in Pipoca. Trem de cozinha em brilhantes cor-de-rosa e branco? Barbie da Pipoca? (e btw, detesto pipocas doces. Sal ftw!)

2.11.11

talk nerdy to me


Aquele Que Não Gosta De Saias Travadas está a ler, com a sua recém adquirida liberdade (pelo menos até Janeiro), livros que lhe emprestei ainda no Maio-dos-braços-partidos, como o À Espera No Centeio e A Campânula de Vidro, e nem ele nem ninguém consegue entender o prazer que me dá vê-lo a ler os meus livros preferidos - os meus livros, que para eu emprestar livros a pessoa tem que ser especial. É quase como uma amiga minha disse hoje,  "Vou-lhe emprestar o Cem Anos de Solidão, e se ele ler e gostar, é o amor da minha vida e vou-me casar com ele." É quase.



(Ah, por falar nele. A minha mãe deu-me hoje umas saias travadíssimas de quando ela era mais nova (não são velhas, são vintage), uma de cabedal preto e outra de camurça lilás, agora que me servem graças ao considerável aumento de volume do meu derrière. Toma, toma, toma, P.A.)

25.7.11

porque toda a gente anda a fazer isto

Ninguém me pediu para fazer esta cena sobre livros, porque sou forever alone, mas vou fazer na mesma porque como sabem sou intelectualóide.


1 - Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?

Comprei o À Espera no Centeio de J. D. Salinger na minha primeira intérpida expedição à Fnac sozinha, tinha eu uns 16 anos, e calhou de ser num dos dias em que se passa a acção do livro, 17 e 18 de Dezembro. Todos os anos releio-o nessa data quase como um ritual, mas o Holden Caulfield continua a tirar-me do sério. Leio e releio Os Diários de Sylvia Plath, 1950-1962 antes de ir para a cama porque me acalmam.

2 - Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?

Ai meu Deus, o Kerouac e o Pela Estrada Fora. Ainda por cima eu tenho a versão The Original Scroll, ou seja, tal e qual como a sua mente desarranjada o escreveu. Sim, é interessante vagubundear de um lado ao outro dos Estados Unidos à boleia e em vagões de comboio completamente pedrados, mas ler a mesma história mas com mulheres diferentes cansa.

3 - Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?


Não percebo este tipo de perguntas - é suposto interpretar-se como eu não fazer mais nada senão ler um livro até ao resto dos meus dias, ou tirarem-me todos os livros de minha casa menos um, e nunca mais ler nada senão esse? De qualquer das formas, escolheria um livro muito maçudo e difícil de ler, com mil e uma interpretações diferentes, e faria quase teses de doutoramento sobre eles. Nesta categoria inserem-se livros como a Bíblia (em todas as suas versões e livros), Finnegan's Wake de James Joyce e o inevitável Guerra e Paz.


4 - Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?

Olá! Gostava de vos apresentar a minha lista da Amazon! (ignorem as perucas, neste caso).
Por algum motivo desconhecido, nunca li nada do duo Miller/Nin e isso chateia-me de vez em quando, como por exemplo agora.

5- Que livro leste cuja 'cena final' jamais conseguiste esquecer?

Os livros são estranhos na medida que quase todos acabam, não digo bem, mas sem pontas soltas, e sem explosões e beijos como no cinema. Por isso, os que me ficam na cabeça são os que ficam em aberto. Lullabies for Little Criminals, de Heather O'Neill (ainda não existe tradução portuguesa, mas se lerem inglês comprem-no, passa-se no meu bairro natal, que eu não sabia que era um ghetto); A Campânula de Vidro, da minha girl Sylvia Plath, em que a personagem Esther, que é somente um alter-ego fininho de Plath, diz que está curada para sempre da depressão, mas todos sabemos o que aconteceu à Sylvia. Por outro lado, o epílogo de Harry Potter e os Talismãs da Morte deixa-me com diabetes de tão fofinho e 2,5 filhos que é.

6- Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?

Se quê? Se lia em criança? Vou vos explicar. Eu tinha três anitos, e viemos de férias de Portugal. Estava eu no meu carrinho de bebé com sombrinha e li da montra dum talho "Carne de porco sem osso". A partir daí, não precisava da minha mãe para me ler os Dr. Seuss e os Shel Silverstein. Mais velhinha um bocadinho, adorava ler definições num dicionário enorme do meu avô que pesava no mínimo dez quilos. Lembro-me de pegar no A Morte de Carlos Gardel do Lobo Antunes quando tinha uns oito anos e sentir-me muito avantgarde, mas não percebi nada.
Descobri o Harry Potter e o Adrian Mole porque uma familiar minha mos emprestou quando estava sempre doente das amígdalas. Ainda sou mega-fã de Harry Potter, mas o Adrian Mole ressoa muito comigo porque a autora consegiu com que aquilo parecesse mesmo o diário de um rapaz pré-intelectualóide, pais a separarem-se e a juntarem-se e tudo. O Diário de Anne Frank não parecia ter uma voz tão autêntica. Foi a altura em que descobri um dos livros que continua na minha lista de favoritos, A Terra do Anjo Azul de António Mota. Gostava muito dos livros fininhos da Maria Teresa Maia Gonzalez, mas fazia-me confusão que todas as personagens morassem em Lisboa e tivessem empregadas. Fazia parte da leitura obrigatória os livros infantis da Sophia, mas detestava-os por serem sempre sobre meninas ricas e flores e "fáceis" demais para mim. Hoje em dia gosto muito da poesia dela. Ah, e adorava a série Diário da Princesa da Meg Cabot.
Os meus pais levaram-me a um psicólogo judeu na parte fina (e judia) da cidade, lembro-me de lhe perguntar porque usava um chapéu tão pequenino. Adiante. Os testes concluiram que estava num percentil altíssimo da inteligência lingística para a minha idade, que estava mais ou menos no normal no resto, e que na motorocidade estava muito abaixo. Ainda hoje tropeço nos próprios pés.

7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?

Não digo chato, mas o Dreamcatcher e o It de Stephen King são livros grossíssimos, de letra pequenina, e a escrita dele anda para trás e para a frente no tempo, assusta (literal e figurativamente) uma pessoa. Porque é que li? A trama era demasiado interessante e convoluta para deixar de lado.

8. Indica alguns dos teus livros preferidos.

A Câmpanula de Vidro, Sylvia Plath. The Collected Poems, Sylvia Plath. Cem Anos de Solidão, Gabriel García Marquez. Jane Eyre, Charlotte Brontë. A Terra do Anjo Azul, António Mota. Middlesex, Jeffrey Eugenides. Even Cowgirls Get The Blues, Tom Robbins. Lolita, Vladimir Nabokov. E outros que não me lembro agora. Ide ver ao meu goodreads

9. Que livro estás a ler neste momento? 


O Mito da Beleza, de Naomi Wolf. Bastante maçudo de se ler, faz lembrar artigos científicos.

10. Indica dez amigos para o Meme Literário:

Er, eu não sei se tenho sequer dez amigos na blogosfera, ou sequer se me leêm. Matilde, Puga, Betânia, Rebeca, J*, Charlotte, Ricardo, Eliana, Cláudia, Ana ... e tu, que me lês. Sim, tu.



sobre o tamanho deste post:
Aquele Que Não Gosta de Saias Travadas says (23:23)
viraste professor Marcelo, foi?

19.7.11

ainda me dão esperança

Hoje, enquanto procurava secção de política e história da Fnac por um livro para oferecer a um amigo, quando ouvi uma criança atrás de mim com uma voz do que parecia de reprovação: "História?". Seguido de um "fixe!" animado.Não era reprovação, afinal era incredulidade.

Afinal o mundo não está perdido.

5.6.11

tipo sexo e a cidade, mas com livros

Há uns meses, deu uma reportagem daquelas a seguir ao telejornal sobre pessoas viciadas em compras, mas não vi por lá ninguem viciado em livros. Era gadgets e sapatos, (muitos sapatos!), mas ninguém como eu.



















Esta foi a minha dose na Feira do Livro do Porto. Já era a dose que ia comprar o ano passado, só que na altura não tinha dinheiro (continuo sem dinheiro, a diferença é que agora não me importei). Coisas a registar sobre esta feira:
  • Estava um calor do c*ralho.
  • Livros sobre o Segredo e o Poder e o raio que o parta ainda estão na moda, assim como livros cuja personagem principal é um cão ou um gato (também vi um papagaio por lá).
  • Estava lá a Porto Velhotes a oferecer Porto branco ou rosé (bu!) com água tónica para degustação. Eu, que já me estava a ir embora, meti-me logo na fila (gosto muito de água tónica, sabem?), com um casal atrás de mim que demonstrava tudo o que há de errado em Portugal, e que me fez dar graças a Deus que tenho dupla nacionalidade.
-Ui, isto afinal não são só livros.
-Tás a ver, aprende para fazeres em casa para os teus amigos. É meteres sevenepe no vinho do Porto.
-Isso é bebida de mulheres, pfft.
-Tás a fazer uma figura, ainda pensam que somos do Porto.
  • Mandaram-me sair da mesa em que estava sentada porque vinha uma autora dar uma sessão de autografos. Depois vi que a "autora" era a Cláudia Jacques. Mentiram-me!
  • A famosa senhora magríssima que está sempre a pedir que lhe paguem uma dose uma sopinha também marcou presença.
Aquele Que Não Gosta De Saias Travadas também mandou vir da amazon.co.uk juntamente com o seu dicionário de alemão (não, não votou PNR) este livro
















que creio que me dará um jeitaço daqui a uns tempos. 
Ao todo, cinco livros que prometo que só leio à noitinha na caminha e não quando devia estar a estudar e sou uma panda feliz, até porque tenho olheiras para tal.

27.4.11

um dia um moço disse que eu seria um escritora ruiva de contos eróticos

Já tenho a estrutura do meu romance na cabeça.
Envolve canábis, sexo, uma casal de meia-idade e duendes. Duendes porque estas coisas do paranormal estão na moda.